Este blog tem como objetivo divulgar o trabalho "Reflexões sobre o Matrimônio no Catolicismo" da disciplina Introdução ao Pensamento Teológico III dos alunos do curso de Ciência da Computação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Este blog também tem como principal objetivo ajudar os futuros noivos a entenderem um pouco mais sobre esse evento tão importante na vida de ambos e ajudá-los na preparação do mesmo.

Os integrantes do grupo são: Alessandra Angelo, Douglas Hoshino, Guilherme Zanin, Mônica Bragança e Rafael Martucci.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

O sacramento do Matrimônio


O sacramento do Matrimônio e o da Ordem são chamados sacramentos a serviço da comunhão e da missão, por conferirem uma graça especial para a missão particular na Igreja com relação à edificação do povo de Deus, contribuindo em especial para a comunhão eclesial e para a salvação dos outros. O homem e a mulher foram criados por Deus com uma igual dignidade como pessoas humanas e, ao mesmo tempo, numa complementaridade recíproca como masculino e feminino. Deus quis que fossem um para o outro, para uma comunhão de pessoas. Juntos são também chamados a transmitir a vida humana, formando no matrimônio uma só carne (cf. Gn 2, 24).
O Matrimônio participa desta dinâmica de serviço para a santificação. O Senhor, que é amor e criou o homem por amor, chamou-o a amar. Ao criar o homem e a mulher, chamou-os, no Matrimônio, a uma íntima comunhão de vida e de amor entre si, de modo que já não são dois, mas uma só carne (cf. Mt 19,6). Abençoando-os, Deus disse-lhes que fossem fecundos e se multiplicassem (cf. Gn 1,28).
Esse sacramento se realiza diante de uma promessa entre um homem e uma mulher, prestada diante de Deus e da Igreja, aceita e selada pelo Senhor e concluída pela união corporal do casal. Porque é o próprio Altíssimo quem dá o laço do Matrimônio sacramental e o mantém unido até a morte de um dos consortes. São necessários três elementos para a realização do Matrimônio: o consentimento, a concordância com uma união por toda a vida e apenas com o consorte, e por fim, a abertura aos filhos. Sendo a mais profunda a consciência do casal de que são uma imagem viva do amor entre Cristo e a Igreja.
Portanto, o Matrimônio concluído e consumado entre batizados não pode ser dissolvido. Esse sacramento confere também aos esposos a graça necessária para alcançar a santidade na vida conjugal e para o acolhimento responsável dos filhos e a sua educação. A união matrimonial é, muitas vezes, ameaçada pela discórdia e pela infidelidade por causa do  pecado original, que provocou também a ruptura da comunhão do homem e da mulher, dada pelo Criador. Todavia Deus, na Sua infinita misericórdia, dá ao homem e à mulher a Sua graça para que possam realizar a união das suas vidas segundo o desígnio originário d'Ele.

O casamento e a compaixão


Quando um casal resolve se casar é muito importante lembrar que a união é entre duas pessoas. A pessoa humana é a criação de Deus mais linda, mas o homem e a mulher não foram criados perfeitos, porque se assim fosse seriam “deuses” e não pessoas.
Deus nos criou em estado de construção em todos os pontos de vista: físico, psicológico, emocional e espiritual. Somos imperfeitos e feitos para a plenitude, mas isto depende de crescimento pessoal e cada um tem um ritmo e um tempo para o amadurecimento.
Com isto podemos afirmar que um casamento entre duas pessoas incompletas e em “construção” pessoal constante é um grande desafio. Por isso há a necessidade de buscar uma compreensão maior da outra pessoa em suas vissicitudes e ambiguidades. Esta compreensão mútua e tão necessária pode ser chamada também de compaixão.

O segredo de um casamento feliz


O casal que vai deixando de lado de alimentar o coração de alimentar a alma, o marido e a mulher que começa a achar desculpas para não ir a missa pode ter certeza em breve estarão separados, os casais cristãos precisam com urgência aprenderem a educar a alma e a espiritualidade um do outro.

O sentido do Casamento


O mesmo Deus que criou o homem e a mulher uniu-os em matrimônio. Santo Agostinho nos lembra que Deus, para fazer a mulher, não tirou um pedaço da cabeça do homem e nem um pedaço do seu calcanhar, por que a mulher não deveria ser chefe nem escrava do homem, mas companheira e auxiliar. Esse é o sentido da palavra que diz que Deus tirou “uma costela do homem” para fazer a mulher.
Ao ver Eva, Adão exclamou feliz: “Eis agora aqui, o osso de meus ossos e a carne de minha carne” (Gn 2,23a). Foi, sem dúvida, a primeira declaração de amor do universo.
Adão se sentiu feliz e completo em sua carência. Então, Deus disse: “Por isso o homemdeixa o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher; e já não são mais que uma só Isso quer dizer: serão uma só realidade, uma só vida, uma união perfeita. E Jesus fez questão de acrescentar: “Portanto, não separe o homem o que Deus uniu” (Mt 19,6b).
Após uni-los, Deus disse ao casal: “Frutificai e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gn 1,28). Aqui está o sentido mais profundo do casamento: “frutificai [crescei] e multiplicai”. Deus quer que o casal, na união profunda do amor, cresça e se multiplique nos seus filhos; e daí surge a família, a mais importante instituição da humanidade. A família é a célula principal do plano de Deus para os homens e ela surge com o matrimônio. 
É muito significativo que Deus tenha dito ao casal: “crescei”; e, em seguida, “multiplicai”. Isso mostra que a primeira dimensão do casamento é o crescimento mútuo do casal, realizado no seu amor fecundo. Ninguém pode multiplicar sem antes crescer. Como é que um casal vai educar os filhos, se eles, antes, não se educaram, não cresceram juntos? O casamento não é uma aventura nem um “tiro no escuro” como dizem alguns; é, sim, um projeto sério de vida a dois, no qual cada um está comprometido em fazer o outro crescer, isto é, ser melhor a cada dia. Se a esposa não se torna melhor por causa da presença do marido a seu lado, e vice-versa, então o casamento deles está sem sentido, pois não realiza sua primeira finalidade. Também um namoro, um noivado, ou até uma simples amizade, não terão sentido se um não for para o outro um fermento de auxílio e crescimento. Enfim, o casamento não é para “curtirmos a vida a dois”, egoisticamente; ele existe para vivermos ao lado de alguém muito especial e querido que queremos construir.
É por isso que se diz que “amar não é querer alguém construído, mas, sim, construir Para ajudar o outro a crescer é preciso aceitá-lo como ele é, com todas as suas qualidades e defeitos. A partir daí é possível então, com muita paciência e carinho, ajudar o companheiro a crescer; e crescer quer dizer “atingir a maturidade como pessoa humana” no campo psicológico, emocional, espiritual, moral, etc.
Prof. Felipe Aquino

O amor é o mais alto valor moral


O 'bonito' não se limita a um atrativo estético, interior. É você perceber algo a mais. É descobrir que alguma coisa daquela beleza supera as suas formas. É algo maior que me chama, que fala de mim, como se aquela beleza fosse algo que me falta.

O amor é essa capacidade de ver o outro de forma diferente. No meio de tanta gente, alguém se torna especial pra você e você se aproxima.
Amar é você começar a descobrir que numa multidão, alguém não é multidão.
O amor é essa capacidade de retirar alguém da multidão, tirar do lugar comum, para um lugar dedicado, especial. Alguém descobriu uma sacralidade em você.


O Beato Papa João Paulo II escreveu no Livro: Amor e Responsabilidade, de 1978 uma frase marcante:   "O amor é o mais alto valor moral”.
Isto nos remete a reflexão de que" no ato de amar alguém já está implícito que para com aquela pessoa estaremos sendo totalmente éticos e comprometidos com os seus valores e princípios pessoais, isto é, respeitando-a como ser humano na sua integridade. Amar significa isto: promover o bem total da pessoa amada.
Nós vemos a nossa sociedade imersa num lamaçal de egoísmo e individualismo, por isso o sentido do amor é cada vez mais entendido como troca ou realização pessoal. Cada um quer se realizar e se amar alguém lhe
trás, de alguma forma, algum prazer realizador de seus desejos pessoais, então se diz “estar amando alguém”. Na verdade isto é um egocentrismo e hedonismo exacerbado, não amor verdadeiro.
O amor verdadeiro sempre comporta perder algo de mim para promover o bem do outro, e isto estará ligado fatalmente a sofrimentos, perdas pessoais e redução do meu ser, para que o outro seja mais, e melhor. Isto é amor.
O exemplo disto está na cruz de Cristo. Ele se “rebaixou” de sua divindade e aceitou o sofrimento para a redenção da humanidade, por amor, livremente fez esta escolha amorosa. O Beato João Paulo II, quando diz que o amor é mais alto valor moral estava se referindo a Cristo, mas também provocando a nossa
reflexão. Quando agimos éticamente com alguém, também estamos praticando um gesto amor. Quando somos gratos, delicados, quando respeitamos o espaço e a vontade do outro, ou ainda quando nos convertemos em pessoas melhores em vista do relacionamento com as outras pessoas, estaremos sempre amando. O verdadeiro amante respeita o outro e lhe faz o bem; e se dispõe a ajudá-lo na sua caminhada da vida.




domingo, 5 de maio de 2013

Curiosidades

Cada cultura tem suas peculiaridades em relação a casamento. Algumas, inclusive seguem a risca algumas tradições, pois há uma forte crença de que se houver algo novo, certamente o casal não terá um casamento bem sucedido. E para você conhecer um pouco de como é o olhar do casamento nas diferente culturas trazemos aqui algumas curiosidades que podem te inspirar na organização do casamento.


1. De acordo com a tradição hindu, a chuva no dia do casamento é considerado um sinal de sorte.
Casamento hindu

2. Na Índia, o irmão do noivo atira flores sobre o casal no fim da cerimônia para protegê-los do mal.
Casamento indiano

3. Os franceses, muitas vezes, fazem brindes aos noivos num copo especial com duas alças.

4. Na Alemanha, a noiva transporta sal e pão no seu bolso para assegurar recompensa, o noivo transporta grãos de cereais, para dar saúde e sorte.

Casamento na Alemanha

5. As ferraduras são consideradas objetos de boa sorte em um casamento devido à sua forma em lua, que se diz símbolo da fertilidade.



6. No Japão, o branco foi utilizado para as noivas, muito antes da Rainha Vitória o ter popularizado no mundo ocidental.

Casamento no Japão

7. Para as noivas, coloquem um pouco de açúcar dentro das luvas, ele adoçará a vossa união.
8. Os ingleses acreditam que se a noiva encontrar uma aranha no vestido de noiva, este trará sorte à união
9. Há uma crença que diz que o noivo deve levar a noiva no colo até a nova casa para protegê-la dos espíritos maus que estão à espreita no chão da porta.
10. Os ingleses evitam casar-se no sábado. De acordo com o folclore inglês esse é o dia de mais azar para um casamento, o que acaba por ter uma certa graça, pois, normalmente, é o dia preferido dos noivos para realizar um casamento. Para eles, o melhor dia é quarta-feira.



11. No Egito, as mulheres beliscam a noiva no dia do casamento. Isso é um sinal de sorte.
12. As alianças são usadas no quarto dedo, porque no Egito acreditava-se que nesse dedo passa a veia que está ligada diretamente ao coração.
13. No Egito, a família da noiva cozinha para os noivos na primeira semana de casados. O objetivo é deixar que eles possam aproveitar ao máximo o começo da vida a dois.

Noiva no Egito

14. A tradição das damas de honra vem do tempo dos romanos. As damas de hora são consideradas pelos romanos uma proteção a noiva por se vestirem de forma semelhante. Essa é uma forma de enganar os maus espíritos  para que não a reconheçam.



15. A tradição do bolo de casamento remonta à antiga Roma, onde na cerimônia de casamento se partia um pedaço de pão sobre a cabeça da noiva para o bem da fertilidade.
16. O mês de junho é popular para casamentos, pois havia um deus romano que se chamava Junho e era o deus do casamento, nascimento e do coração.
17. Uma noiva sueca costuma colocar uma moeda de prata, oferecida pelo seu pai, e uma moeda de ouro, oferecida pela sua mãe, em cada sapato, assegurando que ela nunca passará sem eles.

Acreditava-se que colocar uma moeda de prata no sapato esquerdo trazia fortuna

18. Na linguagem das jóias uma safira num anel de noivado significa felicidade conjugal.



19. Se você está pensando em pedir um anel com pérolas, esqueça. Ainda na linguagem das jóias, a pérola é sinônimo de má sorte, porque a sua forma lembra uma lágrima.
20. Um anel com uma pedra aquamarine é sinônimo de honestidade e lealdade, ou seja um casamento longo e feliz.

Pedra Água Marinha

21. Na Dinamarca, as noivas e os noivos tradicionalmente troca as roupas um com o outro para confundir os maus espíritos.
22. A despedida de solteiro vem dos soldados Espartanos. Eles se despediam dos seus dias de solteiros com uma grande festa.



23. Em Portugal, o vestido de noiva antes do século vinte era preto.

Noivos portugueses

24. O véu da noiva é uma tradição de gregos e romanos. Eles acreditavam que o véu protegia as mulheres dos maus espíritos.



25. O bolo de casamento empilhado, partiu de um jogo onde a noiva e o noivo tentaram beijar-se por cima de um bolo que se tornava cada vez maior.



26. A expressão dar um nó em casamentos, vem dos egípcios e dos hindus, quando a mão dos noivos eram atadas como sinal de união.

Casamento hindu 

27. A noiva ficar do lado esquerdo do homem no altar é uma tradição anglo-saxônica. Acreditava-se que ele precisava da mão direita para lutar contra os concorrentes.



28. Os primeiro padrinhos eram guerreiros, normalmente amigos do noivo e tinham o dever de defender a noiva de possíveis raptores.


Confira os tipos de bodas existentes:

1 ano - Boda de Papel
O primeiro é um período de conhecimento, descobertas e ajustes. O papel representa o início de tudo, quando literalmente os projetos saem do papel e ganham vida.

5 anos - Bodas de Madeira
A madeira é um material resistente, sólido e utilizado como estrutura em construções, assim como um relacionamento de 5 anos que já tem estrutura e solidificação.

10 anos - Bodas de Estanho
O estanho é um metal maleável, por isso representa o relacionamento maduro e harmônico alcançado aos 10 anos de casamento, mas que ainda pode ter instabilidade.

15 anos - Bodas de Cristal
O cristal é caracterizado pela transparência e excelente qualidade. Significa a união marcada pela transparência, pela solidez e pela vitalidade.

20 anos - Bodas de Porcelana
Do mesmo modo que o casamento, as peças de porcelana passaram por um processo bastante intenso de produção. O mesmo ocorre em um casamento.

25 anos - Bodas de Prata
A bodas de prata comemora não apenas a consolidação de um casamento de 25 anos, mas também a união da família. Com esse tempo, filhos e netos se reúnem para a renovação dos votos do casal.

30 anos - Bodas de Pérola
A pérola não precisa ser lapidada, pois já possui brilho próprio, além de também não riscar ou estragar com facilidade.

35 anos - Bodas de Coral
O coral é formado pelo acúmulo de sedimentos, ganhando a forma e intensa durabilidade com o passar do tempo, assim como deve acontecer em um casamento.

40 anos - Bodas de Rubi
O rubi é uma pedra de coloração avermelhada e o vermelho representa a paixão e o amor. Nesta etapa, alguns sentimentos intensificam a união, como, o afeto, o carinho e o respeito.

45 anos - Bodas de Platina
A platina é um metal extremamente durável e rígido, assim como um casamento deve ser ao chegar aos 45 anos de convivência.

50 anos - Bodas de Ouro
O ouro significa a riqueza que se reflete na valorização do casamento e de uma história solidificada entre o casal e a família.

55 anos - Bodas de Ametista
A ametista é uma pedra relacionada à proteção e espiritualidade. Ao completar 55 anos de casamento, o momento pede ainda mais amor, carinho e respeito para a relação continuar.

60 anos - Bodas de Diamante
Os diamantes são eternos. A pedra mais preciosa foi escolhida para representar a durabilidade e o auge da estabilidade na vida de um casal.

Organização da cerimônia e festa



De um ano a oito meses antes do casamento:
- Prepare a pré-lista de convidados;
- Defina o local da cerimônia religiosa e da festa (igreja, salão, sítio, casa);
- Contrate um cerimonialista;
- Inicie o enxoval;
- Convide os padrinhos do religioso e do civil, pajens e damas;
- Prepare o cardápio da festa e pesquisar buffets;
- Pesquise serviços de foto e filmagem;

Sete a seis meses antes do casamento:



- Procure agências de viagens, pesquise preços e decidir o destino da viagem de lua-de-mel;
- Comece a pesquisar decoração para a cerimônia e decoração para festa;
- Inicie a pesquisa de preços de convites;
- Defina o repertório musical da cerimônia e festa, e entre em contato com bandas, corais e DJs;
- Pesquise e contrate a equipe de profissionais que vai cuidar do penteado, maquiagem etc.
- Defina a decoração da casa nova;
- Contrate a equipe de foto e filmagem;

Cinco a quatro meses antes do casamento:


- Prepare a decoração do casamento e aproveite para encomendar seu buquê e o da daminha (se for usar);
- Marque reunião com as madrinhas que estarão no altar para decidir o modelo do vestido das madrinhas;
- Pesquise seu vestido de noiva (decida se vai comprar ou alugar);
- Defina a lista de convidados, mande fazer os convites de casamento e, se for usar, os cartões de agradecimento de presentes;
- Compre os acessóriosgrinaldasapatos, etc;
- Pesquise e reserve o veículo para ir ao casamento (carro, carruagem, helicóptero, etc.);
- Se for usar seguranças, pesquise os preços e feche contrato com alguma empresa.

Três a dois meses antes do casamento:


- Subscreva os convites de casamento, ou contrate um calígrafo;
- Procure lojas que ofereçam lista de presentes e faça a sua;
- Escolha as lembrancinhas do casamento;
- Comece a distribuir os convites do casamento;
- Decidir o regime de bens que será adotado pelo casal;
- Providencie as alianças (caso ainda não tenham);

Um mês antes do casamento:


- Faça listas de presentes para o chá de panela e convide as pessoas;
- Reúna-se com o DJ ou a banda para escolher as músicas da festa;
- Faça testes de cabelo e maquiagem;
- Faça a reserva da noite de núpcias;
- Marque um ensaio no local da cerimônia;

Uma semana antes do casamento:


- Escolha e convide quem vai estar com você ao se arrumar antes de ir para a igreja.
- Cheque os últimos detalhes com a igreja, recepção, buffet, decoração, foto e filmagem;

Dois dias antes do casamento:


- Faça depilação e manicure;
- Mande o plano de mesas para o buffet, se preferir definir os lugares;
- Arrume as malas para a lua-de-mel;

No grande dia do casamento:


- Mantenha a calma, o seu dia chegou, deixe que a cerimonialista te ajudará na hora. E aproveite!

O casamento Civil

Casamento no civil

Para que o casamento civil aconteça na data desejada, os noivos devem ficar atentos ao prazo de 15 dias após a solicitação em cartório. Conforme exigido em lei, o nome dos noivos fica em edital, durante este período, para verificar se ocorre alguma manifestação que impeça o casamento. A noiva deve comunicar como será seu nome de casada, quando for registrar o pedido de casamento, podendo optar por permanecer com o nome de solteira, agregar o sobrenome do marido, ou substituir seu sobrenome pelo do noivo.

Após a aprovação do pedido, os noivos têm até 90 dias para efetuar o casamento civil, que poderá ser realizado no cartório, na igreja ou no local da cerimônia. Em todos os casos é necessária a assinatura de pelo menos duas testemunhas. Se o casamento civil for marcado no cartório ou no local da cerimônia, é preciso comunicar com antecedência a data e o horário e checar a disponibilidade do juiz e do funcionário do cartório. Caso os noivos prefiram que o casamento civil aconteça junto com o casamento religioso, o titular do cartório fornece uma habilitação para que o padre ou pastor realize as duas cerimônias. Esta habilitação com a assinatura dos noivos, testemunhas e ministro religioso deve ser devolvida no cartório civil, para que o casamento seja registrado.

Regime de bens

 Pelo atual Código Civil, em vigor desde 2003, o casal pode alterar o regime de bens durante o casamento.

A nova lei criou um novo regime de bens e manteve três (Comunhão Parcial de Bens - em que só se comunicam os bens adquiridos na constância do casamento; Comunhão Universal de Bens - em que os bens anteriores e posteriores ao casamento se tornam comuns e Separação de Bens - em que nenhum bem é comunicado). Somente neste último regime, os noivos não precisam efetuar o Pacto Antenupcial, documento preparado pelo cartório de casamento e que deve ser registrado num tabelionato. O novo regime de bens em vigor é a Participação Final nos Aquestos (bens adquiridos). Esse tipo de regime é semelhante ao da comunhão parcial de bens. Na comunhão parcial, os bens adquiridos durante o casamento são dos dois cônjuges, exceto os recebidos por herança e doação. Os bens anteriores são de quem os possuía. Na separação, os bens comuns são partilhados.

No novo regime, os bens comprados durante o casamento pertencem exclusivamente a quem os comprou. Entretanto, eles são divididos na separação, se adquiridos a título oneroso pelo casal. Com esse regime, cada cônjuge pode administrar seu patrimônio autonomamente, inclusive aliená-los, se forem móveis. Pelo artigo 1.681, os bens imóveis são de propriedade do cônjuge cujo nome constar no registro. Pelo parágrafo único do artigo 1.674, salvo prova em contrário, presumem-se adquiridos durante o casamento os bens móveis.



Parte burocrática


Na Igreja Católica é necessário que os noivos tenham recebido o sacramento do batismo e o crisma . 

1º passo:

Resolvida a data do casamento,  pode-se fazer uma reserva da data dando  50% do valor cobrado pela realização do casamento na Igreja. O preço varia de bairro para bairro.

2º passo:


É dada uma lista de documentos que será necessário levar para a Igreja.
- Cópia da Certidão de Nascimento
- Cópia da Identidade
- O batistério do noivo e da noiva (do local que ele foi batizado).
- O certificado do curso de noivos
- A habilitação para o casamento civil (que tem validade de 3 meses)
- E se a pessoa já foi casada no civil, a certidão de casamento.

3º passo:

O terceiro passo é fazer o curso de noivos.


O curso de noivos é oferecido e ministrado pela própria igreja onde os noivos escolheram para se casar, ao contrário do que muitos pensam este curso não visa ensinar etiquetas ou maneiras de como se portar durante a cerimônia do casamento, nem como se colocar diante do padre, muito menos se trata de um ensaio geral para o dia do casamento, o curso tem por objetivo falar a respeito de família, união, respeito mútuo, amor, tolerância, filhos, em fim os pilares que sustentam uma convivência familiar, visa ajudar o casal, a saber, administrar e superar vários conflitos que podem surgir na vida conjugal, através de palestras e testemunhos de outros casais, com o apoio médico, psicológico e com a presença muitas vezes do sacerdote que os ajudará a entender a importância e o significado de se casar na igreja, a diferença em se casar apenas no civil e o que isto pode representar na vida do casal, visto que muitos casais se casam em igrejas apenas por formalidade ou tradição, para isto o curso de noivos explicará a importância da nova família se que se formará na visão de Deus.



Diante disso o curso de noivos deveria ser feito com pelo menos seis meses de antecedência do casamento, pois levam os noivos a refletirem sobre a importância da família, dando a oportunidade de repensar sentimentos e planejar melhor uma vida a dois. Muitos casais chegam ao curso apenas por obrigação, mas logo que se inicia nota-se um interesse pelo aprendizado e pela troca de experiências, o curso não é realizado apenas por um casal, mas por vários que compartilham do mesmo objetivo que você, que é se casar, dando a oportunidade de se fazer novas amizades.

No curso você aprenderá que tudo tem uma importância, como a escolha dos padrinhos, por exemplo, como deve ser feita essa escolha e o que eles representarão em suas vidas, também são discutidas posturas dos noivos, dos padrinhos e o que é permitido fazer no dia da cerimônia.

Quanto a duração do curso dependerá muito da igreja e do local escolhido, normalmente o curso se divide em dois dias inteiros, sendo sábado e domingo, isto é feito para que não fique cansativo e enfadonho, outras igrejas podem dividir o curso em quatro sábados ou quatro domingos num esquema de meio período.

Após o encerramento do curso é distribuído um certificado que comprova que poderão definitivamente se casar na igreja católica, façam o curso, pois o saber não ocupa espaço e certamente sairão de lá com um novo conhecimento, uma nova visão acerca da vida conjugal,trata-se de uma experiência incrível e inesquecível para muitos casais.

4º passo:

O quarto passo é levar toda a documentação para a igreja.

Sobre o Matrimônio

O sacramento do matrimônio consiste na celebração de tal união entre duas pessoas validamente batizadas, de sexo diferente, segundo os ritos prescritos pela Igreja e as exigências que Ela impõe para tornar válida essa celebração. A celebração do casamento católico é pública, na presença do sacerdote ou da testemunha qualificada pela Igreja e das outras testemunhas.
 A idade mínima canônica para o matrimônio é para o homem a de dezesseis anos completos e para a mulher a de catorze anos completos.Para que o sacramento do matrimônio seja válido, a condição mais essencial é que haja o livre consentimento e a recíproca entrega de ambas as partes. E que esse consentimento seja manifestado de forma explícita por ocasião da celebração, geralmente pela resposta em voz alta à pergunta do sacerdote, perante as testemunhas. Portanto, não contrai validamente matrimônio quem casa sob grave coação física ou moral, por exemplo, sob ameaça de morte ou de agressão física, caso se recuse a casar, ou por medo grave proveniente de causa externa. Também impedem ou tornam inválido o matrimônio os chamados impedimentos dirimentes, tais como a pouca idade, a impotência para a realização do ato gerador, o vínculo de matrimônio anterior, a disparidade de cultos, o recebimento anterior de ordens sagradas por uma das partes, o voto público perpétuo de castidade num instituto religioso, o rapto ou o crime de adultério ou conjungicidio para conseguir o casamento, o parentesco próximo por consangüinidade ou afinidade, ou por adoção. O amor que deve existir em ambos é o autêntico amor de Deus, manifesto na firme decisão de observar  seus Mandamentos e as prescrições da moral católica sobre o casamento. Só assim poderão frutificar as graças inerentes ao sacramento, penhor da verdadeira harmonia e felicidade no lar.
O amor de um cônjuge pelo outro deve ser a expressão do verdadeiro amor de Deus, e não só de um amor sentimental e romântico, como acima foi observado, centrado apenas na outra pessoa, em suas reais ou supostas qualidades e atributos. Pois este tipo de amor frequentemente é de curta duração e jamais poderia servir de base para um matrimônio estável e para a construção de um verdadeiro lar católico.Quem se casa julgando ver nesse amor a razão de ser do matrimônio, vai querer separar-se quando perceber que aquele está se extinguindo, e desejar constituir nova união - gravemente pecaminosa - com algum novo objeto de tal amor. Ou seja, é a realização do amor livre. E isto a Igreja não permite de forma alguma. O vínculo matrimonial é indissolúvel, só desfeito pela morte de um dos cônjuges. Quando o convívio entre ambos torna-se impossível pela traição contumaz de um deles, pelo abandono do lar, por agressões físicas ou morais, ou por divergências temperamentais de tal monta que impeçam o prosseguimento de um convívio normal, a Igreja permite a separação física de ambos, não exigindo que continuem a habitar sob o mesmo teto. Mas tal separação, regulamentada pelo desquite, não permite que os cônjuges separados contraiam novas uniões com outras pessoas, nem mesmo a parte inocente, pois o vínculo matrimonial continua existindo para ambos, embora vivam separados. O desquite eclesiástico ou a infame lei civil do divórcio não rompem o vínculo matrimonial.
Qualquer nova união contraída por cônjuges separados será uma união pecaminosa, uma vida em estado de pecado mortal, de ofensa permanente a Deus, que coloca em sério risco a salvação eterna da própria alma. É interessante notar que o livre consentimento exigido pela Igreja para a validade do matrimônio, não significa necessariamente livre escolha. Ou seja, uma moça pode consentir em casar com um homem que não tenha sido escolhido por ela, mas pelos pais, para satisfazer a vontade deles. E pelo qual não sinta qualquer espécie de amor do já citado tipo, sentimental ou romântico. O casamento será perfeitamente válido. O que ela não pode é ser obrigada a casar com alguém, contra a sua vontade, sob coação ou ameaça. Esse tipo de casamento, muitas vezes chamado de interesse, foi o mais comum até certa época, e costumava dar mais certo e ter mais estabilidade que os chamados casamentos por amor. Pois o que se tinha em vista em primeiro lugar não era a felicidade pessoal -- e sentimental -- dos cônjuges, mas a maior glória de Deus e os superiores interesses da família enquanto instituição e o bem comum da sociedade. Os noivos compreendiam tais exigências e sabiam ordenar seus sentimentos pessoais em vista de um bem superior e mais vasto. E a Providência os recompensava largamente com um tipo de felicidade de situação muito mais sólida e durável que aquela felicidade fugaz e insegura, quando proveniente só da satisfação de sentimentos e paixões.